GLP 360º Métodos MICC™
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Documento Derivado 01 · Técnico

Manual Técnico do MICC™

Definições, regras, critérios, cálculos, fórmulas, Scores, classificações e modelos analíticos. Como os dados serão interpretados, como os clientes serão classificados e como o sistema chegará às suas conclusões.

GLP 360ºVersão Estrutural 1.050 seções5 Scores centrais
Seção 1

Apresentação

O Manual Técnico do MICC™ estabelece as regras necessárias para transformar dados cadastrais, comerciais, operacionais, logísticos, financeiros e relacionais em informações confiáveis sobre o comportamento dos clientes. É a camada que traduz a estratégia do MICC — Arquitetura em critérios objetivos, calculáveis e auditáveis.

Este documento define:

  • dados necessários;
  • critérios de qualidade;
  • regras de identificação;
  • classificações dos clientes;
  • cálculos de consumo e recorrência;
  • estágios de relacionamento;
  • fórmulas dos Scores;
  • níveis de risco;
  • modelos de previsão;
  • critérios de prioridade;
  • geração da PMA™;
  • regras de atualização;
  • níveis de confiança;
  • tratamento de exceções;
  • validação dos resultados.

O Manual Técnico não descreve como os colaboradores devem executar as ações. Essa responsabilidade será do Manual Operacional do MICC™.

Função deste documento

Como os dados serão interpretados, como os clientes serão classificados e como o sistema chegará às suas conclusões.

Seção 2

Objetivo técnico

O objetivo técnico do MICC™ é criar uma metodologia padronizada para responder, com base em dados:

  • Quem é o cliente?
  • Em qual mercado ele atua?
  • O que ele compra?
  • Quanto compra?
  • Com que frequência compra?
  • Qual é seu ciclo provável?
  • Quando deverá comprar novamente?
  • Qual é seu nível de regularidade?
  • Seu consumo está crescendo ou diminuindo?
  • Qual é sua urgência predominante?
  • Qual é seu nível de fidelidade?
  • Qual é seu risco de evasão?
  • Qual é seu valor econômico?
  • Qual é seu potencial de crescimento?
  • Qual é a força do relacionamento?
  • Qual ação deve ser executada?
  • Qual é o nível de confiança dessa conclusão?
Seção 3

Princípio de implementação

As fórmulas definidas neste manual constituem a versão inicial baseada em regras de negócio. Elas não devem ser apresentadas como modelos matemáticos definitivos.

Os pesos, limites e critérios deverão ser calibrados progressivamente utilizando:

  • histórico real das unidades;
  • comportamento por mercado;
  • tipo de produto;
  • região;
  • sazonalidade;
  • resultados das ações;
  • acurácia das previsões;
  • comparação entre previsão e comportamento real.

O MICC™ deve evoluir por três estágios:

Estágio 1 — Regras de negócio

Cálculos e classificações definidos pela metodologia GLP 360º.

Estágio 2 — Calibração estatística

Ajuste de pesos e limites com base no histórico das unidades.

Estágio 3 — Modelos preditivos

Uso de estatística avançada e inteligência artificial após existir volume, qualidade e consistência suficientes de dados.

Seção 4

Taxonomia oficial dos clientes

4.1. Mercados

O MICC™ reconhece três mercados principais.

Consumidor Final — B2C

Compra GLP para consumo próprio ou familiar.

Ponto de Consumo — B2B

Utiliza GLP como insumo para funcionamento, produção ou atendimento. Inclui oficialmente todos os clientes registrados anteriormente como:

  • Grande Consumidor;
  • Comércio;
  • Cliente comercial;
  • Ponto comercial;
  • Empresa consumidora.

Revenda — B2B2C

Compra GLP para comercialização a terceiros.

4.2. Modalidade de atendimento

A modalidade identifica como o produto chega ao cliente.

  • Entrega;
  • Retirada na Portaria;
  • Retirada por terceiro;
  • Abastecimento programado;
  • Rota.

4.3. Regra oficial para Portaria

Portaria não deve ser tratada automaticamente como mercado. Um pedido de Portaria deve possuir duas informações distintas:

Mercado do cliente

  • Consumidor Final;
  • Ponto de Consumo;
  • Revenda.

Modalidade

  • Retirada na Portaria.

Quando não for possível identificar o mercado, o registro deve receber:

Mercado pendente de classificação + Modalidade Portaria.

4.4. Regra oficial para Rota

Rota não é um perfil de cliente. Rota é um modelo comercial e logístico de abastecimento. O cliente atendido por Rota pode ser:

  • Ponto de Consumo;
  • Revenda;
  • excepcionalmente Consumidor Final coletivo ou institucional.

A classificação deve registrar:

Mercado: Revenda  ·  Modelo de abastecimento: Rota  ·  Periodicidade: Semanal  ·  Modalidade: Entrega programada

Seção 5

Estrutura mínima de dados

O MICC™ deverá trabalhar com cinco grupos de informações.

5.1. Dados cadastrais

CampoObrigatoriedadeRegra
Código único do clienteObrigatórioNão pode ser reutilizado
Nome ou razão socialObrigatórioPadronizar caracteres
Telefone principalObrigatórioNormalizar DDD e número
CPF ou CNPJRecomendadoArmazenamento protegido
Pessoa física ou jurídicaObrigatórioPF ou PJ
MercadoObrigatórioCF, PC ou Revenda
SegmentoRecomendadoPadaria, restaurante etc.
EndereçoObrigatório para entregaPadronizar
Bairro/localidadeObrigatórioUsar cadastro territorial
CidadeObrigatórioPadronizar município
Unidade responsávelObrigatórioVinculação operacional
Data de cadastroObrigatórioData e hora
Origem do cadastroRecomendadoWhatsApp, ligação, campanha etc.

5.2. Dados do pedido

  • Código do pedido;
  • Código do cliente;
  • Data e hora;
  • Produto;
  • Quantidade;
  • Valor unitário;
  • Desconto;
  • Valor total;
  • Canal;
  • Modalidade;
  • Forma de pagamento;
  • Status;
  • Unidade;
  • Atendente;
  • Consultor;
  • Entregador;
  • Motivo do cancelamento, quando houver.

5.3. Dados operacionais

  • Horário de entrada;
  • Horário de início do atendimento;
  • Horário do repasse;
  • Horário de saída;
  • Horário da entrega;
  • TIA™;
  • TIR™;
  • TIE™;
  • tempo total;
  • atraso;
  • tentativa de entrega;
  • devolução;
  • ocorrência;
  • distância;
  • região.

5.4. Dados de relacionamento

  • Contato realizado;
  • data e hora;
  • canal;
  • motivo;
  • campanha;
  • mensagem;
  • resposta;
  • interesse;
  • resultado;
  • pesquisa;
  • NPS;
  • reclamação;
  • elogio;
  • solução;
  • conversão.

5.5. Dados financeiros e comerciais

  • Preço de tabela;
  • preço praticado;
  • desconto;
  • margem estimada;
  • prazo;
  • inadimplência;
  • negociação;
  • condição comercial;
  • política de volume;
  • custo logístico;
  • custo de aquisição;
  • receita acumulada.
Seção 6

Identidade única do cliente

6.1. Objetivo

Evitar que o mesmo cliente seja interpretado como várias pessoas ou empresas diferentes. A duplicidade pode distorcer:

  • frequência;
  • ciclo de compra;
  • ticket;
  • valor;
  • risco;
  • fidelidade;
  • previsão de recompra.

6.2. Chaves fortes de identificação

São consideradas chaves fortes:

  • CPF;
  • CNPJ;
  • código externo confirmado;
  • telefone validado;
  • contrato;
  • inscrição fiscal.

Quando duas fichas possuem o mesmo CPF ou CNPJ válido, devem ser tratadas como o mesmo cliente, salvo comprovação contrária.

6.3. Chaves intermediárias

  • mesmo telefone;
  • mesmo nome e endereço;
  • mesma razão social;
  • mesmo responsável;
  • mesmo cadastro fiscal parcial;
  • mesmo local comercial.

6.4. Chaves fracas

  • nomes semelhantes;
  • mesmo bairro;
  • mesmo primeiro nome;
  • mesmo entregador;
  • mesmo horário de compra.

Chaves fracas não podem provocar fusão automática.

6.5. Nível de confiança da identidade

Identidade confirmada

Existe CPF, CNPJ ou confirmação humana.

Identidade provável

Há forte combinação de telefone, nome e endereço.

Identidade possível

Existem semelhanças, mas não há segurança suficiente.

Identidade não confiável

Cadastro genérico, incompleto ou compartilhado.

6.6. Cadastros genéricos

Registros como:

  • Cliente Diversos;
  • Consumidor Diverso;
  • Portaria;
  • Cliente;
  • Venda Balcão;
  • Atacado;
  • Gas do Povo;
  • Entregador;
  • Consumidor Final;

não devem alimentar individualmente os cálculos de recorrência e fidelidade.

Esses registros podem alimentar:

  • volume da unidade;
  • demanda por horário;
  • faturamento;
  • produtividade operacional;
  • modalidade de compra.

Não podem alimentar, sem identificação individual:

  • ciclo pessoal;
  • previsão de recompra;
  • risco individual;
  • fidelidade;
  • relacionamento;
  • valor vitalício individual.
Seção 7

Índice de Qualidade do Dado — IQD™

Embora não seja um dos cinco Scores centrais, o MICC™ deve calcular a qualidade da informação disponível. Nenhuma inteligência será melhor que o dado que a alimenta.

7.1. Componentes

ComponentePeso
Identidade confiável (IC)25%
Cadastro completo (CC)20%
Profundidade histórica (PH)20%
Consistência dos registros (CR)15%
Atualidade dos dados (AD)10%
Integração entre áreas (IA)10%

7.2. Fórmula

IQD™
IQD = (IC × 0,25) + (CC × 0,20) + (PH × 0,20) + (CR × 0,15) + (AD × 0,10) + (IA × 0,10)

Cada componente varia de 0 a 100.

7.3. Classificação

IQDClassificação
90 a 100Excelente
75 a 89Bom
60 a 74Moderado
40 a 59Baixo
0 a 39Crítico

Scores calculados com IQD inferior a 40 devem ser apresentados com alerta:

Baixa confiabilidade por insuficiência ou inconsistência de dados.

Seção 8

Variáveis fundamentais

São as grandezas primárias das quais derivam todas as classificações e Scores.

8.1. Recência

Quantidade de dias desde a última compra concluída.

Recência = DataAtual − DataÚltimaCompra

Pedidos cancelados não são considerados compras.

8.2. Frequência

Quantidade de compras concluídas em determinado período.

Frequência30 = Número de compras nos últimos 30 dias

Também devem existir:

  • frequência em 60 dias;
  • frequência em 90 dias;
  • frequência em 180 dias;
  • frequência em 365 dias.

8.3. Ticket médio

TicketMédio = Valor total das comprasQuantidade de pedidos concluídos

8.4. Volume médio por pedido

VolumeMédio = Quantidade total compradaNúmero de pedidos

O cálculo deve ser realizado por produto e em equivalente padronizado.

8.5. Faturamento acumulado

FaturamentoAcumulado = Σ Valor dos pedidos concluídos

8.6. Intervalo entre compras

Para cada sequência de compras:

Intervaloi = DataComprai − DataComprai−1

8.7. Ciclo médio

CicloMédio = Σ IntervalosNúmero de intervalos

O ciclo médio é sensível a valores extremos. Por isso, o MICC™ deverá priorizar a mediana.

8.8. Ciclo típico

CicloTípico = Mediana dos intervalos

O ciclo típico será a referência principal para recompra e inatividade.

8.9. Requisitos para ciclo individual

O cálculo individual será considerado confiável quando houver:

  • no mínimo 3 compras concluídas;
  • no mínimo 2 intervalos;
  • identidade confiável;
  • ausência de duplicidade evidente.

Com apenas 2 compras, o sistema poderá calcular ciclo provisório. Com 1 compra, deverá usar referência coletiva.

Seção 9

Ciclo de referência

Quando não houver histórico individual suficiente, o MICC™ utilizará um ciclo de referência hierárquico.

Ordem de prioridade

  1. Cliente individual;
  2. Segmento + produto + unidade;
  3. Mercado + produto + unidade;
  4. Mercado + produto + cidade;
  5. Mercado + produto + região;
  6. Referência geral da empresa.

Exemplo: um novo restaurante sem histórico individual deverá receber inicialmente o ciclo mediano de:

Restaurantes + P13 + Unidade de origem.

O ciclo deverá ser substituído pelo ciclo individual quando houver dados suficientes.

Seção 10

Regularidade de compra

10.1. Coeficiente de variação

CV = Desvio-padrão dos intervalosMédia dos intervalos

Quanto menor o CV, maior a regularidade.

10.2. Score de regularidade

Regularidade = 100 × (1 − mín(CV, 1))

Exemplos:

CVRegularidade
0,1090
0,2575
0,5050
0,8020
≥ 1,000

10.3. Classificação

ScoreClassificação
85 a 100Muito regular
70 a 84Regular
50 a 69Moderadamente regular
30 a 49Irregular
0 a 29Muito irregular
Seção 11

Tendência de consumo

O MICC™ deverá comparar períodos equivalentes.

11.1. Tendência de volume

TendênciaVolume = Volume período atual − Volume período anteriorVolume período anterior × 100

11.2. Tendência de faturamento

TendênciaFaturamento = Faturamento atual − Faturamento anteriorFaturamento anterior × 100

11.3. Classificação inicial

VariaçãoClassificação
Acima de +25%Crescimento forte
+10% a +24,99%Crescimento
−9,99% a +9,99%Estável
−10% a −24,99%Queda
Abaixo de −25%Queda forte

O sistema deve considerar sazonalidade antes de interpretar variações.

Seção 12

Temporalidade

O MICC™ deverá identificar padrões por:

  • hora;
  • faixa horária;
  • dia da semana;
  • semana do mês;
  • quinzena;
  • mês;
  • feriado;
  • período sazonal.

12.1. Faixas iniciais para Consumidor Final

  • Madrugada: 00h00–06h29;
  • Início da manhã: 06h30–08h59;
  • Pico diurno: 09h00–13h59;
  • Tarde: 14h00–16h59;
  • Pico noturno: 17h00–20h30;
  • Encerramento: após 20h30.

12.2. Faixas iniciais para Ponto de Consumo

  • Preparação matinal: 06h30–10h00;
  • Operação diurna: 10h01–16h59;
  • Preparação noturna: 17h00–19h00;
  • Operação noturna: após 19h00.

As faixas são referências iniciais e deverão ser calibradas por segmento. Uma padaria possui comportamento diferente de uma pizzaria.

12.3. Horário predominante

Uma faixa será considerada predominante quando concentrar:

  • pelo menos 40% das compras; ou
  • percentual 15 pontos superior à segunda faixa.

Caso contrário, o perfil será classificado como variável.

Seção 13

Perfil de urgência

A urgência não deve ser presumida apenas pelo mercado. Ela deve ser inferida por comportamento.

13.1. Indicadores

  • compra próxima ao encerramento;
  • solicitações de entrega imediata;
  • repetição de contato;
  • cancelamento por demora;
  • baixo tempo entre pedido e necessidade declarada;
  • preferência sistemática pelo fornecedor mais rápido;
  • ruptura operacional;
  • ausência de compra preventiva.

13.2. Classificações

Emergencial

A falta do produto já está afetando a residência ou operação.

Urgente

O produto está acabando ou existe necessidade imediata.

Reativo

Compra somente quando percebe a falta.

Preventivo

Compra antes da ruptura.

Programado

Existe agenda ou frequência planejada.

13.3. Score de urgência

Urgência
Urgência = (UrgênciaDeclarada × 0,30) + (HistóricoDePressa × 0,25) + (CancelamentoPorDemora × 0,15) + (CompraEmPico × 0,10) + (FaltaDePlanejamento × 0,20)

Cada componente varia de 0 a 100.

Seção 14

Sensibilidade comercial

A sensibilidade deve ser analisada em dimensões separadas.

  • Sensibilidade ao preço;
  • sensibilidade ao prazo;
  • sensibilidade à rapidez;
  • sensibilidade à forma de pagamento;
  • sensibilidade ao relacionamento;
  • sensibilidade à disponibilidade.

14.1. Sensibilidade ao preço

Considera:

  • pedidos cancelados por preço;
  • solicitações de desconto;
  • compras em promoção;
  • redução após reajuste;
  • mudança para Portaria;
  • comparação com concorrentes;
  • negociação frequente.

Classificação

  • Muito alta;
  • alta;
  • moderada;
  • baixa;
  • orientado por valor.
Seção 15

Estágios de relacionamento

Os estágios devem considerar o ciclo esperado. Defina:

RCE — Razão do Ciclo Excedido
RCE = Dias desde a última compraCiclo típico

15.1. Cliente Novo

Critérios iniciais:

  • primeira compra recente;
  • ainda não possui ciclo individual confiável;
  • até 45 dias desde o primeiro pedido ou limite definido pelo mercado.

15.2. Cliente Ativo

RCE ≤ 1,15

O cliente está dentro de sua janela esperada.

15.3. Cliente em Observação

1,15 < RCE ≤ 1,35

O ciclo começou a exceder o padrão.

15.4. Cliente em Risco

1,35 < RCE ≤ 1,75

O atraso em relação ao ciclo é relevante.

15.5. Cliente Inativo

1,75 < RCE ≤ 2,50

Ultrapassou significativamente o comportamento esperado.

15.6. Cliente Perdido

RCE > 2,50

A classificação também deverá considerar:

  • tempo absoluto sem compra;
  • mercado;
  • segmento;
  • produto;
  • sazonalidade;
  • relacionamento anterior.

15.7. Cliente Recuperado

Cliente que realizou nova compra após ter sido classificado como Inativo ou Perdido. O status Recuperado deve permanecer por um período de acompanhamento. Sugestão inicial:

  • Consumidor Final: até 90 dias;
  • Ponto de Consumo: três ciclos;
  • Revenda: três ciclos de abastecimento.
Seção 16

Classificação de frequência

A frequência deve ser relativa ao mercado e ao segmento.

Categorias

  • Ocasional;
  • baixa frequência;
  • frequência moderada;
  • frequente;
  • muito frequente.

A classificação deve utilizar percentis.

Regra inicial

Percentil dentro do segmentoClassificação
Até P20Ocasional
P21 a P40Baixa frequência
P41 a P70Moderada
P71 a P90Frequente
Acima de P90Muito frequente

Não se deve comparar diretamente um consumidor residencial com uma padaria.

Seção 17

Classificação de valor

O valor deve considerar margem, e não apenas faturamento.

Categorias

  • Baixo valor;
  • médio valor;
  • alto valor;
  • estratégico.

Regra inicial por percentis

Percentil de contribuiçãoClassificação
Até P40Baixo
P41 a P75Médio
P76 a P95Alto
Acima de P95Estratégico

Um cliente também poderá ser classificado como estratégico por regra gerencial, mesmo sem estar no maior percentil, quando possuir:

  • importância territorial;
  • influência comercial;
  • contrato relevante;
  • papel logístico;
  • potencial de expansão;
  • referência regional.
Seção 18

SCR™ — Score de Comportamento de Recompra

18.1. Objetivo

Estimar a probabilidade de o cliente realizar nova compra dentro de uma janela definida.

18.2. Componentes

ComponentePeso
Proximidade do ciclo esperado (PC)35%
Frequência histórica (FH)20%
Regularidade (REG)20%
Tendência de consumo (TC)10%
Engajamento recente (ER)10%
Sazonalidade (SAZ)5%

18.3. Proximidade do ciclo

Defina: D = dias desde a última compra; C = ciclo típico; σ = tolerância do ciclo.

σ = máx(0,20 × C ; 3)
PC = 100 × e−(D − C)2 ⁄ (2σ2)

Esse cálculo gera pontuação maior quando o cliente se aproxima do momento típico de recompra.

18.4. Fórmula do SCR™

SCR™
SCR = (PC × 0,35) + (FH × 0,20) + (REG × 0,20) + (TC × 0,10) + (ER × 0,10) + (SAZ × 0,05)

18.5. Classificação

SCRProbabilidade
85 a 100Muito alta
70 a 84Alta
50 a 69Moderada
30 a 49Baixa
0 a 29Muito baixa

O SCR deve sempre ser exibido com uma janela:

SCR 82 — Alta probabilidade de recompra nos próximos 5 dias.

Seção 19

SRE™ — Score de Risco de Evasão

19.1. Objetivo

Identificar a probabilidade de afastamento, perda ou migração.

19.2. Componentes

ComponentePeso
Excesso do ciclo (EC)30%
Queda de frequência (QF)20%
Queda de volume (QV)15%
Experiência negativa (EN)15%
Redução de engajamento (RE)10%
Cancelamentos e falhas (CF)10%

19.3. Excesso do ciclo

EC = mín( 100 ; máx( 0 ; RCE − 11,5 × 100 ) )

19.4. Fórmula

SRE™
SRE = (EC × 0,30) + (QF × 0,20) + (QV × 0,15) + (EN × 0,15) + (RE × 0,10) + (CF × 0,10)

19.5. Classificação

SRERisco
0 a 19Muito baixo
20 a 39Baixo
40 a 59Moderado
60 a 79Alto
80 a 100Crítico

19.6. Regras de agravamento

O risco poderá subir uma categoria quando ocorrer:

  • reclamação grave não resolvida;
  • cancelamento recorrente por demora;
  • queda abrupta de volume;
  • cliente estratégico fora do ciclo;
  • evidência confirmada de compra no concorrente;
  • perda de contrato;
  • ruptura de relacionamento.
Seção 20

SVC™ — Score de Valor do Cliente

20.1. Objetivo

Mensurar a importância econômica atual e histórica.

20.2. Componentes

ComponentePeso
Margem de contribuição (MC)30%
Receita líquida (RL)20%
Frequência (FR)15%
Ticket/volume (TV)10%
Tempo de relacionamento (TR)10%
Eficiência operacional (EO)10%
Adimplência (AD)5%

20.3. Normalização

Cada variável deve ser normalizada dentro de:

  • mercado;
  • segmento;
  • unidade;
  • período.

Recomenda-se utilizar percentis. Exemplo:

ScoreReceita = PercentilDoCliente × 100

20.4. Fórmula

SVC™
SVC = (MC × 0,30) + (RL × 0,20) + (FR × 0,15) + (TV × 0,10) + (TR × 0,10) + (EO × 0,10) + (AD × 0,05)

20.5. Classificação

SVCValor
0 a 39Baixo
40 a 64Médio
65 a 84Alto
85 a 100Estratégico
Seção 21

SPC™ — Score de Potencial de Crescimento

21.1. Objetivo

Estimar quanto o cliente ainda pode ampliar seu consumo ou relacionamento.

21.2. Componentes

ComponentePeso
Diferença entre consumo atual e potencial (GP)30%
Tendência recente (TR)15%
Potencial do segmento (PS)15%
Capacidade operacional estimada (CO)15%
Oportunidade de mix (OM)10%
Potencial territorial (PT)10%
Engajamento comercial (EC)5%

21.3. Gap de potencial

GapPotencial = Consumo potencial estimado − Consumo atualConsumo potencial estimado × 100

O consumo potencial poderá ser estimado por:

  • capacidade declarada;
  • número de equipamentos;
  • tamanho do estabelecimento;
  • produção;
  • comparação com clientes semelhantes;
  • volume médio do segmento;
  • histórico máximo do próprio cliente.

21.4. Fórmula

SPC™
SPC = (GP × 0,30) + (TR × 0,15) + (PS × 0,15) + (CO × 0,15) + (OM × 0,10) + (PT × 0,10) + (EC × 0,05)

21.5. Classificação

SPCPotencial
0 a 29Baixo
30 a 54Moderado
55 a 79Alto
80 a 100Estratégico
Seção 22

SER™ — Score de Engajamento e Relacionamento

22.1. Objetivo

Mensurar a força do vínculo entre cliente e empresa.

22.2. Componentes

ComponentePeso
Recorrência (REC)25%
Resposta aos contatos (RC)20%
Satisfação (SAT)20%
Tempo de relacionamento (TR)15%
Conversão de campanhas (CC)10%
Indicações e interações positivas (IP)10%

22.3. Fórmula

SER™
SER = (REC × 0,25) + (RC × 0,20) + (SAT × 0,20) + (TR × 0,15) + (CC × 0,10) + (IP × 0,10)

22.4. Classificação

SERRelacionamento
0 a 29Fraco
30 a 49Baixo
50 a 69Moderado
70 a 84Forte
85 a 100Muito forte
Seção 23

Score MICC™

O Score MICC™ deve ser apresentado como um painel multidimensional. Exemplo:

ScoreResultado
SCR™81 — Recompra alta
SRE™67 — Risco alto
SVC™88 — Estratégico
SPC™74 — Potencial alto
SER™42 — Relacionamento baixo

Interpretação

Esse cliente:

  • possui elevada possibilidade de comprar;
  • possui alto valor;
  • apresenta potencial;
  • mas está em risco e possui relacionamento fraco.

A prioridade não deve ser apenas vender. A PMA™ deve buscar proteger o relacionamento.

Seção 24

Índice de Confiança da Análise — ICA™

Toda previsão ou Score deverá possuir um nível de confiança.

24.1. Componentes

ComponentePeso
IQD™30%
Número de compras (NC)20%
Tempo de histórico (TH)15%
Regularidade (REG)15%
Identidade confirmada (IC)10%
Atualidade (AT)10%
ICA™
ICA = (IQD × 0,30) + (NC × 0,20) + (TH × 0,15) + (REG × 0,15) + (IC × 0,10) + (AT × 0,10)

24.2. Classificação

ICAConfiança
85 a 100Muito alta
70 a 84Alta
50 a 69Moderada
30 a 49Baixa
0 a 29Insuficiente

Previsões com confiança insuficiente não devem gerar automações sem aprovação humana.

Seção 25

Modelos analíticos

25.1. Modelo descritivo

Responde:

  • o que aconteceu;
  • quanto foi comprado;
  • quando;
  • onde;
  • por qual canal;
  • com qual valor.

25.2. Modelo diagnóstico

Investiga:

  • por que o volume caiu;
  • por que o cliente cancelou;
  • por que aumentou o intervalo;
  • por que determinado bairro apresenta atraso;
  • por que uma campanha não converteu.

25.3. Modelo comportamental

Identifica:

  • hábitos;
  • padrões;
  • frequência;
  • urgência;
  • regularidade;
  • preferência;
  • sensibilidade.

25.4. Modelo preditivo

Estima:

  • próxima compra;
  • risco de evasão;
  • volume esperado;
  • possibilidade de resposta;
  • potencial de recuperação.

25.5. Modelo prescritivo

Recomenda:

  • canal;
  • momento;
  • abordagem;
  • prioridade;
  • responsável;
  • oferta;
  • PMA™.
Seção 26

Previsão da próxima compra

26.1. Previsão simples

DataPrevista = DataÚltimaCompra + CicloTípico

26.2. Janela de recompra

Margem = máx(DesvioAbsolutoMediano ; 3 dias)
JanelaInicial = DataPrevista − Margem
JanelaFinal = DataPrevista + Margem

26.3. Previsão por dia da semana

Quando mais de 50% das compras ocorrerem no mesmo dia da semana, a previsão deverá ajustar a data para o dia predominante mais próximo.

26.4. Previsão por horário

Quando houver horário predominante, a PMA™ deverá recomendar contato antes da faixa habitual de compra. Exemplo:

  • compra predominante: 10h às 12h;
  • contato recomendado: 08h30 às 09h30.
Seção 27

Probabilidade de recuperação

A recuperação deve considerar:

  • valor histórico;
  • tempo de inatividade;
  • regularidade anterior;
  • motivo da perda;
  • experiência anterior;
  • respostas recentes;
  • sensibilidade comercial;
  • relacionamento;
  • disponibilidade atual.

Fórmula inicial

PRC
PRC = (VH × 0,20) + (RA × 0,15) + (MR × 0,20) + (ER × 0,15) + (RR × 0,15) + (OF × 0,15)

Em que:

  • VH = valor histórico;
  • RA = regularidade anterior;
  • MR = motivo recuperável;
  • ER = engajamento recente;
  • RR = relacionamento anterior;
  • OF = adequação da oferta.
Seção 28

PMA™ — Próxima Melhor Ação

28.1. Regra central

A PMA™ deve resultar da combinação de:

  • mercado;
  • estágio;
  • SCR™;
  • SRE™;
  • SVC™;
  • SPC™;
  • SER™;
  • urgência;
  • experiência;
  • disponibilidade operacional;
  • confiança da análise.

28.2. Matriz inicial de decisão

CondiçãoPMA™ sugerida
SCR alto + SRE baixoLembrete preventivo
SCR alto + SRE altoContato humano prioritário
SVC alto + SRE altoAção de retenção imediata
SPC alto + SER altoOferta de expansão
SPC alto + SER baixoVisita ou diagnóstico
Inativo + recuperação altaCampanha de recuperação
Reclamação abertaResolver antes de vender
Ponto de Consumo perto do cicloAntecipar abastecimento
Revenda com queda de volumeAnálise comercial e visita
Cliente novoOnboarding e pós-venda
RecuperadoAcompanhamento reforçado
IQD baixoAtualizar cadastro
Seção 29

Prioridade da PMA™

29.1. Fórmula inicial

Prioridade
Prioridade = (Urgência × 0,20) + (SRE × 0,25) + (SVC × 0,20) + (SPC × 0,15) + (ProbabilidadeDeResultado × 0,15) + (Prazo × 0,05)

29.2. Classificação

PontuaçãoPrioridade
0 a 19Informativa
20 a 39Baixa
40 a 59Moderada
60 a 79Alta
80 a 100Crítica
Seção 30

Regras de bloqueio da PMA™

Uma PMA™ não deverá ser executada automaticamente quando:

  • houver reclamação grave aberta;
  • o cliente tiver solicitado não receber mensagens;
  • houver restrição legal;
  • os dados de contato forem inválidos;
  • o ICA™ for insuficiente;
  • existir negociação em andamento;
  • houver risco de conflito entre CIA™, CIV™ e CRI™;
  • o cliente já tiver sido abordado acima da frequência permitida;
  • o estoque estiver indisponível;
  • a unidade não possuir capacidade de entrega.
Seção 31

Controle de pressão de contato

O MICC™ deve impedir excesso de comunicação.

Limites iniciais

Consumidor Final

  • máximo de 2 contatos comerciais por ciclo, salvo solicitação;
  • pós-venda não conta como oferta;
  • reclamação deve gerar atendimento, não campanha.

Ponto de Consumo

  • frequência definida por carteira e ciclo;
  • contatos preventivos podem ser mais frequentes;
  • evitar contatos repetidos por áreas diferentes.

Revenda

  • contato conforme agenda comercial;
  • registro obrigatório das negociações;
  • um responsável principal pela carteira.
Seção 32

Experiência e impacto na recompra

O MICC™ deverá relacionar experiência operacional com comportamento posterior.

Indicadores

  • recompra após entrega no prazo;
  • recompra após atraso;
  • intervalo após reclamação;
  • evasão após cancelamento;
  • recuperação após solução;
  • variação de consumo após mudança de preço;
  • desempenho por atendente;
  • desempenho por entregador.

32.1. Faixas TIA™

Referência inicial:

  • Excelente: até 1 minuto;
  • Aceitável: acima de 1 até 2 minutos;
  • Atenção: acima de 2 até 5 minutos;
  • Crítico: acima de 5 minutos.

32.2. Faixas TIR™

  • Excelente: até 1 minuto;
  • Aceitável: acima de 1 até 2 minutos;
  • Atenção: acima de 2 até 5 minutos;
  • Crítico: acima de 5 minutos.

32.3. Faixas TIE™

  • Verde: até 19 minutos;
  • Amarelo: 20 a 24 minutos;
  • Vermelho: 25 minutos ou mais.

As faixas devem considerar modalidade, região, distância e tipo de operação.

Seção 33

Cancelamentos

Todo cancelamento deve possuir motivo padronizado.

Categorias

  • preço;
  • demora no atendimento;
  • demora no repasse;
  • demora na entrega;
  • cliente desistiu;
  • comprou no concorrente;
  • endereço não localizado;
  • indisponibilidade;
  • erro no pedido;
  • problema com pagamento;
  • duplicidade;
  • fraude;
  • motivo não informado.

Cancelamento sem motivo reduz a qualidade analítica.

Seção 34

Classificação de cliente fiel

Um cliente não deve ser considerado fiel apenas pelo tempo de cadastro.

Critérios iniciais:

  • histórico mínimo;
  • frequência consistente;
  • regularidade;
  • recompra;
  • baixa evasão;
  • relacionamento positivo;
  • ausência de dependência exclusiva de desconto.

Regra inicial

Cliente Fiel:

  • SER™ ≥ 70;
  • SRE™ < 40;
  • pelo menos 4 compras;
  • regularidade ≥ 60;
  • permanência mínima compatível com o mercado.
Seção 35

Classificação de cliente estratégico

Um cliente poderá ser estratégico por:

  • SVC™ ≥ 85;
  • SPC™ ≥ 80;
  • relevância territorial;
  • contrato;
  • influência;
  • potencial de expansão;
  • importância logística;
  • concentração de volume;
  • papel de referência.

A classificação manual deve registrar:

  • responsável;
  • justificativa;
  • data;
  • prazo de revisão.
Seção 36

Segmentação de Pontos de Consumo

O Ponto de Consumo deverá possuir subsegmento. Exemplos:

  • Padaria;
  • restaurante;
  • pizzaria;
  • lanchonete;
  • churrascaria;
  • hotel;
  • pousada;
  • hospital;
  • escola;
  • cozinha industrial;
  • confeitaria;
  • food truck;
  • mercado;
  • açougue;
  • indústria;
  • evento;
  • instituição.

Cada segmento poderá possuir:

  • ciclo de referência;
  • horários;
  • produtos;
  • volume;
  • urgência;
  • potencial;
  • abordagem;
  • indicadores específicos.
Seção 37

Segmentação de Consumidores Finais

Possíveis classificações:

  • Residencial individual;
  • família pequena;
  • família média;
  • família numerosa;
  • condomínio;
  • cliente Portaria;
  • cliente de outra cidade;
  • beneficiário de programa social;
  • cliente eventual;
  • cliente recorrente;
  • cliente preventivo;
  • cliente emergencial.

As classificações sensíveis devem respeitar privacidade e finalidade legítima.

Seção 38

Segmentação de Revendas

  • Pequena revenda;
  • média revenda;
  • grande revenda;
  • revenda urbana;
  • revenda rural;
  • revenda de rota;
  • multibandeira;
  • bandeirada;
  • cliente ocasional;
  • cliente de estoque;
  • cliente estratégico;
  • revenda em expansão.
Seção 39

Tratamento de sazonalidade

A comparação deve considerar períodos equivalentes. Exemplos:

  • mês contra mesmo mês do ano anterior;
  • dia da semana contra mesmo dia;
  • período de festas;
  • férias;
  • estação chuvosa;
  • datas religiosas;
  • eventos locais;
  • sazonalidade de restaurantes e hotéis.

Uma queda sazonal não deve ser automaticamente classificada como evasão.

Seção 40

Regras de atualização

Em tempo real

Atualizar após:

  • pedido;
  • cancelamento;
  • entrega;
  • pagamento;
  • reclamação;
  • contato;
  • alteração cadastral.

Atualização diária

  • estágios;
  • recompra;
  • risco;
  • PMAs™;
  • prioridades.

Atualização semanal

  • tendências;
  • percentis;
  • benchmarks internos;
  • potenciais.

Atualização mensal

  • pesos;
  • segmentos;
  • indicadores;
  • desempenho dos modelos.
Seção 41

Auditoria

Toda decisão do MICC™ deverá registrar:

  • data e hora;
  • regra aplicada;
  • versão da regra;
  • dados utilizados;
  • resultado;
  • Score anterior;
  • Score novo;
  • PMA™ gerada;
  • responsável pela execução;
  • resultado da ação.
Seção 42

Validação dos modelos

42.1. Recompra

Comparar:

  • compras previstas;
  • compras realizadas;
  • janela prevista;
  • erro médio em dias.

Erro absoluto médio

MAE
MAE = Σ | DataReal − DataPrevista |Número de previsões

42.2. Risco de evasão

Avaliar:

  • clientes marcados em risco;
  • quantos realmente ficaram inativos;
  • quantos permaneceram ativos;
  • falsos positivos;
  • falsos negativos.

42.3. PMA™

Avaliar:

  • ações geradas;
  • executadas;
  • respondidas;
  • convertidas;
  • receita gerada;
  • clientes recuperados;
  • custo da ação.
Seção 43

Indicadores de precisão

  • precisão da previsão de recompra;
  • erro médio em dias;
  • taxa de acerto do risco;
  • taxa de recuperação;
  • conversão da PMA™;
  • retorno financeiro;
  • redução da evasão;
  • aumento da recorrência;
  • aumento do ticket;
  • melhora do SER™;
  • redução de cadastros inválidos.
Seção 44

Regras de explicabilidade

Todo Score deve permitir a visualização de seus componentes. Exemplo:

SRE™ — 72: Risco Alto

Principais fatores

  • ciclo excedido em 58%;
  • frequência caiu 30%;
  • volume caiu 22%;
  • reclamação recente;
  • sem resposta ao último contato.

O sistema não deve exibir apenas a nota.

Seção 45

Regras de privacidade e segurança

O MICC™ deve operar de acordo com:

  • finalidade legítima;
  • minimização de dados;
  • controle de acesso;
  • segurança;
  • registro de consentimentos quando aplicável;
  • direito de correção;
  • direito de exclusão conforme obrigação legal;
  • proteção de CPF, CNPJ e telefone;
  • rastreabilidade das consultas;
  • separação entre dado operacional e dado sensível.

Nenhuma classificação deve gerar discriminação indevida.

Seção 46

Papéis técnicos

Administrador MICC™

Configura regras globais.

Analista MICC™

Valida dados, modelos e resultados.

Gestor da unidade

Acompanha indicadores e exceções.

CIA™

Utiliza informações no atendimento.

CIV™

Utiliza oportunidades e potenciais.

CIL™

Utiliza urgência e prioridades operacionais.

CRI™

Executa relacionamento, retenção e recuperação.

Desenvolvedor GLP X

Implementa regras, integrações, auditoria e automações.

Seção 47

Versionamento

Toda alteração deverá possuir:

  • número da versão;
  • data;
  • responsável;
  • regra anterior;
  • regra nova;
  • justificativa;
  • impacto esperado;
  • período de teste;
  • resultado da validação.

Exemplo:

MICC™ Scores 1.2 — Alteração do peso do excesso de ciclo no SRE™ de 25% para 30%.

Seção 48

Ordem técnica de implantação

Fase 1 — Dados

  • Padronização;
  • identidade única;
  • deduplicação;
  • validação.

Fase 2 — Indicadores básicos

  • Recência;
  • frequência;
  • ticket;
  • volume;
  • ciclo;
  • regularidade.

Fase 3 — Classificações

  • Mercado;
  • segmento;
  • modalidade;
  • estágio;
  • valor.

Fase 4 — Scores

  • SCR™;
  • SRE™;
  • SVC™;
  • SPC™;
  • SER™.

Fase 5 — Previsões

  • Recompra;
  • evasão;
  • recuperação;
  • crescimento.

Fase 6 — PMA™

  • Recomendação;
  • prioridade;
  • responsável;
  • prazo.

Fase 7 — Automação e aprendizado

  • Execução assistida;
  • automação autorizada;
  • medição;
  • recalibração.
Seção 49

Síntese técnica

O MICC™ deverá operar com a seguinte sequência:

Dados → Qualidade → Identidade → Histórico → Variáveis → Classificações → Scores → Previsões → Prioridades → PMA → Execução → Resultado → Aprendizado
Seção 50

Declaração técnica final

O MICC™ não deve transformar qualquer correlação em certeza.

Não deve classificar sem explicar.

Não deve prever sem informar o nível de confiança.

Não deve automatizar sem governança.

Não deve utilizar dados ruins como se fossem confiáveis.

Não deve tratar clientes diferentes com a mesma régua.

Sua arquitetura técnica deve garantir que cada conclusão seja:

  • baseada em dados;
  • contextualizada;
  • rastreável;
  • explicável;
  • atualizável;
  • mensurável;
  • acionável.
MICC™ — Matriz de Inteligência e Comportamento do Cliente

Dados confiáveis. Classificações dinâmicas. Previsões explicáveis. Ações específicas. Resultados mensuráveis.

GLP 360º — Inteligência aplicada ao conhecimento, relacionamento e crescimento do cliente.